terça-feira, 29 de janeiro de 2008

J’ai peur de toi, j’ai peur de moi

"J’ai peur de toi, j’ai peur de moi, j’ai peur de tout", dizia a bela Camille (Audrey Tautou) em Emsemble, c’ést tout, a Franck (Guillaume Canet), porque não lhe conseguiu proferir um gostava que tu ficasses…


Porque nos impede o medo tantas e tão repetidas vezes de agir de acordo com o nosso coração?
Porque quando normalmente ganhamos coragem é tarde demais?
Valerá a pena ficarmos ainda durante algum tempo a perguntarmo-nos como seria se? Pois, mas como costumo dizer, o SE é a história dos palermas. Nunca vamos saber com era o se…
Não valerá o risco de agir pelo de não ficar parado, melhor petrificado pelo medo? Será um risco?
Sim, o Universo vai-nos enviando os sinais e as pessoas, mas nós também temos um papel:

O de abrir os braços e descerrar os lábios!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Cuidado com o que imagina








Ás vezes a vida surpreende-nos, melhor, a vida surpreende-nos quase sempre… Às vezes faz-nos encontrar pessoas que pensávamos só existirem na nossa imaginação, nos nossos sonhos… É aí que reforçamos a crença de que o que imaginamos para nós, nos pode acontecer!
Cuidado com o que imagina, porque pode sempre acontecer!... ;-)

sábado, 26 de janeiro de 2008

Porque

Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.

Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.

Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.

Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.

Sophia de Mello Breyner

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Encontros

Há pessoas que entram na nossa vida e insistem em ficar.
Então, e às vezes passados anos, revemo-las vezes e vezes sem conta.
Há pessoas que encontramos constantemente, num sítio após o outro. Até naquele lugar, cheio de gente, em que encontramos a custo o amigo que nos espera, e ajudados pelo telemóvel…
Há muitos anos que deixei de acreditar em acasos, não acho que os encontros ou desencontros sejam obras dele, porque simplesmente para mim não existem acasos.

Existem energias que unem ou separam pessoas. Eu só os respeito e penso no ensinamento que aquela pessoa veio trazer à minha vida. Melhor, nem penso, imagino…. A vida tratará de mo mostrar. Eu, só imagino, porque gostava de ver antes… Pois, tenho que trabalhar mais a aceitação e a entrega, pois sei que o Universo é sábio e tratará de fazer com que eu perceba, mais dia menos dia o propósito de tudo. No fundo é como um puzzle, em que todas as peças se encaixam, desde que no sítio certo...
É também isto que faz da nossa vida uma vida maravilhosa.

Ilustro com um poema do Cesariny, de que gosto especialmente. Espero que vos agrade


“Estação”

Esperar ou vir esperar querer ou vir querer-te

vou perdendo a noção desta subtileza.

Aqui chegado até eu venho ver se me apareço

e o fato com que virei preocupa-me, pois chove miudinho



Muita vez vim esperar-te e não houve chegada

De outras, esperei-me eu e não apareci

embora bem procurado entre os mais que passavam.

Se algum de nós vier hoje é já bastante

como comboio e como subtileza


Que dê o nome e espere. Talvez apareça”


quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Give me a 5?

Intriga-me o hi5, pelo menos quando utilizado por e para pessoas com mais de 25 anos, ok, diremos, 28, ainda a passar o 2º e quero acreditar o mais difícil, ciclo de Saturno, …
O que leva pessoas adultas a partilharem a sua vida familiar com estranhos e sobretudo a esperarem elogios online? Give me a 5? Pois, não sei….
Qual será a mola que alavanca que as mesmas pessoas crescidas mostrem fotos de casas e casamentos, de bebés, já nascidos e por nascer, e de férias?
O que os levará a pedir beijos e abraços, ou a oferecer flores virtuais? Depois, como é possível ter mais de 200 amigos? Eu que tenho alguns, não chego nem a metade… Bem, não falo nos que têm mais de 700… Ah, pois, são pessoas muito sociáveis e queridas por todos…. Ou serão pessoas sem vida real, incapazes de estabelecer relações de afecto, que não sejam virtuais? Haverá um estudo sobre isto? Era giro de ler, ou de fazer, quem sabe…

No tempo em que andava no colégio, há alguns anos atrás, tínhamos uma versão papel do referido partilhar de afectos, mas ok, tínhamos quê, 12 anos?? Era lá que as amigas diziam mal das outras miúdas que gostavam dos mesmos rapazes que nós, ou que nos diziam ser as mais cools de todo o universo. Foi até lá, mais concretamente, numa folha que foi posteriormente lá colada com desvelo, que fiz o único pacto de sangue da vida. O que será feito dele, do LR, meu fiel escudeiro?

Compreendo e até acho alguma graça ao dito site, quando utilizado dentro dessa faixa etária, lembro a história da P, 12 anos e filha de um amigo meu, que em discussão com uma amiga lhe chamou nariguda fazendo questão de lhe lembrar quem tinha muitos mais amigos no hi5, reduzindo-a assim imediatamente à sua insignificância!...

Give me a 5?
Give me a break!!!

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Suavemente

Há pessoas que entram na nossa vida suavemente, vêm de pantufas calçadas, não fazem barulho...

Andam connosco ao colo e agarram no nosso coração e embrulham-no numa velha camisola de caxemira: quente, fofa, confortável, e já com a forma do corpo que a veste e com muitas, muitas histórias.

São sempre regaço e chá quente.

Obg aos meus, novos e velhos.
Bjs especiais p o F e a I, meus últimos anjos ;-)

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Cai chuva do céu cinzento

"Cai chuva do céu cinzento
Que não tem razão de ser.
Até o meu pensamento
Tem chuva nele a escorrer."

FPessoa, o GÉNIO