domingo, 27 de dezembro de 2009

Do they know it's christmas

Palavras para quê?

quarta-feira, 4 de março de 2009

Deus criando o Rio de Janeiro

Já era uma das minhas cidades preferidas no MUNDO, a cidade MARAVILHOSA. Agora, ok, tenho mais um grande motivo, mas estes srs apesar de ser em formato publicitário, conseguiram fazer-lhe mais uma ode.
Até breve Rio ;-)

segunda-feira, 2 de março de 2009

Viver é não ter a vergonha de ser FELIZ!!!

Pois é meus amigos, FINALMENTE!!! Eis-me chegada do Brasil, onde para além de novas ferramentas fui buscar novo ar, novos amigos e um novo amor, n, n é brasileiro, mas a vida fez-me encontrá-lo lá!
Fiquem c o Gonzaguinha, e, sobretudo c a letra!

Escreverei em breve... ;-)

domingo, 16 de novembro de 2008

terça-feira, 14 de outubro de 2008

tailor made retardado


Já não escrevia aqui há muito, e hoje, dei com este texto, encomendado pela minha amiga M e escrito na altura, penso que em Junho/Julho, altura em que tão generosa e calorosamente me acolheu em sua casa, depois das minhas férias na europa, com o moribundo...

Cá vai o texto, a que n alterei uma vírgula


Querias então que eu escrevesse sobre encontros e desamores, cá vai… Como é um fato feito à medida, é só para ti, ou quase…

Eu sei que te pode parecer melhor e mais agradável a vinda ou regresso da tua última alma gémea, sim, que tu dizes termos muitas. Que era lindo o bater à porta com o ramo de flores (também eram campestres, como as minhas?) e um não sei viver sem ti, seguido de um abraço do tamanho do mundo. Mas nós nunca vamos saber se era melhor ou pior, só sabemos o que temos agora, e devemos permanecer atentos ao que a vida nos vai dando, de olhos, braços e coração abertos, pois, pelo menos por agora é o que temos.

Quando as pessoas são realmente importantes nas nossas vidas, fazemos coisas para que elas permaneçam nela, para as aproximar de nós. A não ser assim, é sinal de que mereces alguém que o faça, que mereces alguém, muito melhor, que terá a grande fortuna de te encontrar.

Como disse um dia o enorme Quintana: O segredo é não correr atrás das borboletas…. É cuidar do jardim para que elas venham até si
E o teu, é um jardim lindo e perfumado!!!
Enjoy life!!

PS algumas destas espero que já n façam sentido, que tenham sido devoradas por um Kodiak bear ;-)

(A gravura é da Ana Oliveira, de qm já vos falei e sou fã confessa)

domingo, 20 de julho de 2008

Rokia Traorè, Mbifo

Um dos nomes maiores da Worl Music, a Maliana Rokia Traoré vai estar no Castelo de Sines, 26 Julho às 23h. Aceito inscrições ;-)

sábado, 28 de junho de 2008

The one before THE one


Há dias e a propósito de uma qualquer série de tv, em que alguém se dizia ser the one before the one, discutia com uma amiga o sentido de ser uma coacher emocional... Passo a explicar: ela, algumas vezes, mais do que as desejadas, foi a última namorada dos ex namorados. Foi a última com quem andaram antes de encontrarem A namorada, aquela com que depois casam…. Embora possa à priori parecer muito frustrante, ela no fundo consegue dar-lhe a conhecer sentimentos verdadeiros, levando-os depois a querer vivenciá-los de uma forma mais assumida e destemida, actuando como uma verdadeira coacher emocional, com provas dadas de trabalho muito conseguido!
Sabes, minha linda, tal como na música que te dediquei ontem, algum dia alguém te vai dizer aquela deixa e ela te vai fazer sentido. Sim, em simultâneo!... Essas coisas também acontecem e podem ser verdade depois de passada a fase de serem absolutamente assustadoras...
Vai haver um mais inteligente e destemido que os outros todos que vai perceber que não te vai querer perder.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

domingo, 22 de junho de 2008

Voluto e químicos

Esta semana, estranhamente foi semana que envolveu voluto às 6.30 da manhã. São os intrincados da vida…
Como se a químio não chegasse, ainda veio para apimentar as coisas uma trombo flebite…
As horas passadas no hospital são sempre muito marcantes talvez por eu mesma nunca ter sido hospitalizada, não sei… Sei que desta última vez, me meteu muita confusão. Não sei se a velhinha que insistem em não deixar morrer em paz e dignamente sem antes a encherem de químicos, mas cuja morte estava já estampada no rosto há muito, se pelo jovem executivo com olhos brilhantes que de vez em quando sorria quando olhava para mim, se tudo junto, se muito mais….
Depois de acabado mais um tratamento, urgia que me fosse dito que passos dar quando dali saíssemos…
Queria a todo o custo que a enfermeira me explicasse o a seguir, e ela, de repente parou, olhou fixamente para mim e perguntou-me: onde arranjou esses olhos tão bonitos? Eu, não percebendo à partida o porquê de tal pergunta naquela altura, entendi depois, que a quebra de estado que me provocou conseguiu na plenitude trazer-me ao lado mais bonito e leve da vida, tão necessário para enfrentar os cinzentos com que é pintalgada…

sábado, 21 de junho de 2008

Verão como é Verão


Gosto do Verão, sempre gostei… Gosto dos cheiros e dos sabores das frutas, dos corpos salgados, da areia quente na sola dos pés, das esplanadas, das noites quentes de luar, dos sorrisos, da boa disposição contagiante, dos sorvetes, dos caracóis depois da praia, da sombra e do sol, dos passeios à beira-mar, do dormir tarde, do acordar cedo, do cabelo apanhado, dos chinelos e das sandálias, dos chapéus, dos amores, das marcas do bikini, do brilho nos olhos, das limonadas, das férias, do ir e do voltar.

Este ano o Verão nem se fez anunciar, simplesmente chegou de rompante, trazendo frutos de sítios onde nem vi as flores….

A vida surpreende-me constantemente, por isso adoro vivê-la, todos os dias!.....

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Ser feliz

Eu sei que prometi n passar de hoje sem escrever, mas, parece que ainda n vai ser desta... Compersar-vos-ei entretanto, prometo ;-) Até lá deixo-vos com o sublime FP

"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes mas, não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo, e posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da
própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não".
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo... "".

Fernando Pessoa

terça-feira, 3 de junho de 2008

Tantas saudades tuas

Faz hoje 2 meses que fiquei sem ti e tu sabes, como foram dos meses mais complicados da minha vida. Custou-me muito passá-los, mas custa-me mais sobretudo não te poder ouvir dizer que vai correr tudo bem, ou o teu “tem calma filha, tudo se vai resolver”. Eu sei que isso até é assim, que algumas das coisas até se irão resolver, mas não é o mesmo sem seres tu a dizeres-mo ao ouvido.
Tantas perguntas que ficam sem respostas, tantos conselhos que precisava que me desses…
Resta-me agradecer-te sempre e constantemente o mais sábio ensinamento que me deste, o de conseguir ver nas adversidades um trampolim para o sucesso, e a esperança num futuro melhor, onde tudo se vai resolver…..
Tenho muitas saudades tuas

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Obrigada por tudo Papá



Quando nasci, com apenas 1 Kg. de peso, foste tu quem inventou um funil que permitia que fosse alimentada, e que me permitiu sobreviver, apelidada de "menina milagre", por todo o pessoal hospitalar. Depois veio a escola e a vontade de, para não vos deixar, nem sequer lá ir. Éramos pequenas mas lembro-me dos patos que conseguiste que o externato abrigasse para que a sua visita matinal nos servisse de incentivo à ida à escola. No caminho conversávamos, de mãos dadas…
Depois vieram as romarias diárias, para nos levares ao colégio, mais de 60 Kms/dia, sempre feitos com amor. A estes acrecentavam as idas semanais para as nossas muitas actividades e festas.
Lembro a inveja que os nossos amigos tinham da responsabilidade que nos davas pela nossa própria vida. Achas que deves ir, perguntavas sempre a cada vez que te interrogava sobre esta ou aquela festa, este ou aquele passeio.
Recordo com saudade o único acampamento a que foste, sim porque fazias questão de atender ao nosso, “não, não queremos que vão”… Mas dessa vez adivinhaste-te preciso e lá foste carregar-nos de mantimentos à Serra da Arrábida… Como sabes, os nossos amigos ainda hoje falam disso e se sentem gratos.
Depois vieram os namorados e os desaires amorosos e tu, lá estavas sempre para dar conselhos e ouvir, ouvir muito.
Finalmente a faculdade, teu maior objectivo de vida… Também então tive sempre o teu apoio, manifestado por telefonemas diários de incentivo e saudades.
Casei, porque não te ouvi e talvez por isso me tenha separado, porque não sabia, ou não queria saber o que tu sabias há muito; que não ia dar certo… Eu sei que me querias poupar ao desgosto, mas sabes, há coisas que têm que ser vividas por nós, é isso que faz com que cresçamos….
Depois mergulhámos todos num abismo profundo, mas mantivemo-nos unidos, muito graças a ti, e à educação que nos deste. Tenho muita pena que não saiamos juntos desta, mas também te via muito cansado, e com a sensação de dever cumprido.
Sabes, vou ter muitas saudades tuas, mas vou recordar sempre os momentos, que foram muitos, bons que passámos juntos e o teu “ que te corra tudo bem”, forma com que te despediste da última vez que falámos.
Obrigada por tudo Papá.

segunda-feira, 31 de março de 2008

Flor de cardo

Lembra-se que desde pequena gostava das flores de cardo. A mãe, essa, não achava graça nenhuma a esse seu jeito insistente de achar piada a flores com espinhos, no caule e nas folhas, mas ela insistia.

Mais tarde soube-as úteis, para fazer o coalho para o queijo que sempre tanto lhe agradou. Pensou ser mais uma vantagem a juntar a da beleza.

Hoje continua sem entender o que a fascina, será o verde escuro e brilhante?
Será a fragilidade das folhas em haste, de um púrpura quaresmal?
Talvez seja porque a bola de espinhos dá lugar a uma flor singela e muito, muito delicada, que, abrindo-se confiante ao mundo, deixa as pontiagudas defesas caírem. As flores essas, só as vê quem sabe esperar, e quem acredita que de um amontoado de espinhos pode nascer beleza…

segunda-feira, 24 de março de 2008

G

Era da luz do sol o seu sorriso, antes de adoecer, depois, lentamente mas com a velocidade estonteante que só as doenças sabem ter, foi empalidecendo, ficando ténue e no seu olhar, em vez do espanto habitual, passou a habitar o medo.
Depois vieram todos os exames e químicos do mundo que a tornaram cada vez mais fraca, mas foi uma fase, não breve, porque as fases menos boas nunca o são, mas passageira… E voltou a vontade de viver, uma muito fraca vontade de viver. Confesso que tive medo, porque sem ela, as coisas se tornam sempre muito mais complicadas…

A fase passou, desta feita da forma menos agradável, com outra doença, e cá andamos novamente de casa para o hospital, ainda a meio do processo, mas, desta feita a agarrar a vida com as duas mãos, que juntas com as minhas tornamos em quatro!...

Venceremos mais esta, certamente

quarta-feira, 19 de março de 2008

Paz e Justiça (SÓ!.....)



Palavras para quê, num País que não tem petróleo?....

www.avaaz.org/en/tibet_end_the_violence/97.php/?cl_tf_sign=1

quarta-feira, 12 de março de 2008

O melhor capuccino da cidade



Da casa vê-se todo o céu de Lx, e os céus e miragens de quem entra e sai, de e para outras paragens. Vê-se sempre o sol a nascer, ora com cores alaranjadas, ora com cinzentas neblinas. Dentro dela há calor e o melhor capuccino da cidade, porque do mundo não conheço todos.... Do meu mundo, é seguramente o melhor. É feito sempre com mil cuidados e carinhos, e nele só entram os melhores ingredientes: leite, café do lote escolhido ao ritmo do apetite do dia, muita espuma e polvilhos de canela. Depois, é servido com mimos e muitos bjs e sei dizer que agora, em terras Algarvias, sinto muito a falta do seu calor, que me aquece a alma.

Bjs, mts!...

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Salta-Pocinhas


«Havia três dias e três noites que a Salta-Pocinhas - raposeta matreira, fagueira, lambisqueira - corria os bosques, farejando, batendo mato, sem conseguir deitar a unha a outra caça além de uns míseros gafanhotos, nem atinar com abrigo em que pudesse dormir um sonhinho descansado. Desesperada de tão pouca sorte, vinham-lhe tentações de tornar para casa dos pais, onde, embora subterrânea, a cama era mais quente e segura que em castelo de rei, e onde nunca faltava galinha, quando não fosse fresca, de conserva, ou então coelho bravo, acabado de degolar.»

Aquilino Ribeiro in "O romance da raposa"

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Viagem

Aparelhei o barco da ilusão
E reforcei a fé de marinheiro.
Era longe o meu sonho, e traiçoeiro
O mar...
( Só nos é concedida
Esta vida
Que temos;
E é nela que é preciso
Procurar
O velho paraíso
Que perdemos).

Prestes, larguei a vela
E disse adeus ao cais, à paz tolhida.
Desmedida,
A revolta imensidão
Transforma dia a dia a embarcação
Numa errante e alada sepultura...
Mas corto as ondas sem desanimar.
Em qualquer aventura.
O que importa é partir, não é chegar.


Miguel Torga

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Voglio una casa

Voglio una casa, la voglio bella
Piena di luce come una stella
Piena di sole e di fortuna
E sopra il tetto spunti la luna
Piena di riso, piena di pianto
Casa ti sogno, ti sogno tanto
Voglio una casa, per tanta gente
La voglio solida ed accogliente,
Robusta e calda, semplice e vera
Per farci musica matina e sera
E la poesia abbia il suo letto
Voglio abitare sotto a quel tetto.
Voglio ogni casa, che sia abitata
E più nessuno dorma per strada
Come un cane a mendicare
Perchè non ha più dove andare
Come una bestia trattato a sputi
E mai nessuno, nessuno lo aiuti.
Voglio una casa per i ragazzi,
che non sanno mai dove incontrarsi e
per i vecchi, case capienti
che possano vivere con i parenti
case non care, per le famiglie
e che ci nascano figli e figlie. "


Deixo-vos o poema que ultimamente me governa a vida. Em dias como o de hoje, em que deixo de acreditar ser possível, leio-o e continuo a sonhar :-)