sexta-feira, 27 de junho de 2008

Brandi Carlile - The Story

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domingo, 22 de junho de 2008

Voluto e químicos

Esta semana, estranhamente foi semana que envolveu voluto às 6.30 da manhã. São os intrincados da vida…
Como se a químio não chegasse, ainda veio para apimentar as coisas uma trombo flebite…
As horas passadas no hospital são sempre muito marcantes talvez por eu mesma nunca ter sido hospitalizada, não sei… Sei que desta última vez, me meteu muita confusão. Não sei se a velhinha que insistem em não deixar morrer em paz e dignamente sem antes a encherem de químicos, mas cuja morte estava já estampada no rosto há muito, se pelo jovem executivo com olhos brilhantes que de vez em quando sorria quando olhava para mim, se tudo junto, se muito mais….
Depois de acabado mais um tratamento, urgia que me fosse dito que passos dar quando dali saíssemos…
Queria a todo o custo que a enfermeira me explicasse o a seguir, e ela, de repente parou, olhou fixamente para mim e perguntou-me: onde arranjou esses olhos tão bonitos? Eu, não percebendo à partida o porquê de tal pergunta naquela altura, entendi depois, que a quebra de estado que me provocou conseguiu na plenitude trazer-me ao lado mais bonito e leve da vida, tão necessário para enfrentar os cinzentos com que é pintalgada…

sábado, 21 de junho de 2008

Verão como é Verão


Gosto do Verão, sempre gostei… Gosto dos cheiros e dos sabores das frutas, dos corpos salgados, da areia quente na sola dos pés, das esplanadas, das noites quentes de luar, dos sorrisos, da boa disposição contagiante, dos sorvetes, dos caracóis depois da praia, da sombra e do sol, dos passeios à beira-mar, do dormir tarde, do acordar cedo, do cabelo apanhado, dos chinelos e das sandálias, dos chapéus, dos amores, das marcas do bikini, do brilho nos olhos, das limonadas, das férias, do ir e do voltar.

Este ano o Verão nem se fez anunciar, simplesmente chegou de rompante, trazendo frutos de sítios onde nem vi as flores….

A vida surpreende-me constantemente, por isso adoro vivê-la, todos os dias!.....

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Ser feliz

Eu sei que prometi n passar de hoje sem escrever, mas, parece que ainda n vai ser desta... Compersar-vos-ei entretanto, prometo ;-) Até lá deixo-vos com o sublime FP

"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes mas, não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo, e posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da
própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não".
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo... "".

Fernando Pessoa

terça-feira, 3 de junho de 2008

Tantas saudades tuas

Faz hoje 2 meses que fiquei sem ti e tu sabes, como foram dos meses mais complicados da minha vida. Custou-me muito passá-los, mas custa-me mais sobretudo não te poder ouvir dizer que vai correr tudo bem, ou o teu “tem calma filha, tudo se vai resolver”. Eu sei que isso até é assim, que algumas das coisas até se irão resolver, mas não é o mesmo sem seres tu a dizeres-mo ao ouvido.
Tantas perguntas que ficam sem respostas, tantos conselhos que precisava que me desses…
Resta-me agradecer-te sempre e constantemente o mais sábio ensinamento que me deste, o de conseguir ver nas adversidades um trampolim para o sucesso, e a esperança num futuro melhor, onde tudo se vai resolver…..
Tenho muitas saudades tuas

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Obrigada por tudo Papá



Quando nasci, com apenas 1 Kg. de peso, foste tu quem inventou um funil que permitia que fosse alimentada, e que me permitiu sobreviver, apelidada de "menina milagre", por todo o pessoal hospitalar. Depois veio a escola e a vontade de, para não vos deixar, nem sequer lá ir. Éramos pequenas mas lembro-me dos patos que conseguiste que o externato abrigasse para que a sua visita matinal nos servisse de incentivo à ida à escola. No caminho conversávamos, de mãos dadas…
Depois vieram as romarias diárias, para nos levares ao colégio, mais de 60 Kms/dia, sempre feitos com amor. A estes acrecentavam as idas semanais para as nossas muitas actividades e festas.
Lembro a inveja que os nossos amigos tinham da responsabilidade que nos davas pela nossa própria vida. Achas que deves ir, perguntavas sempre a cada vez que te interrogava sobre esta ou aquela festa, este ou aquele passeio.
Recordo com saudade o único acampamento a que foste, sim porque fazias questão de atender ao nosso, “não, não queremos que vão”… Mas dessa vez adivinhaste-te preciso e lá foste carregar-nos de mantimentos à Serra da Arrábida… Como sabes, os nossos amigos ainda hoje falam disso e se sentem gratos.
Depois vieram os namorados e os desaires amorosos e tu, lá estavas sempre para dar conselhos e ouvir, ouvir muito.
Finalmente a faculdade, teu maior objectivo de vida… Também então tive sempre o teu apoio, manifestado por telefonemas diários de incentivo e saudades.
Casei, porque não te ouvi e talvez por isso me tenha separado, porque não sabia, ou não queria saber o que tu sabias há muito; que não ia dar certo… Eu sei que me querias poupar ao desgosto, mas sabes, há coisas que têm que ser vividas por nós, é isso que faz com que cresçamos….
Depois mergulhámos todos num abismo profundo, mas mantivemo-nos unidos, muito graças a ti, e à educação que nos deste. Tenho muita pena que não saiamos juntos desta, mas também te via muito cansado, e com a sensação de dever cumprido.
Sabes, vou ter muitas saudades tuas, mas vou recordar sempre os momentos, que foram muitos, bons que passámos juntos e o teu “ que te corra tudo bem”, forma com que te despediste da última vez que falámos.
Obrigada por tudo Papá.

segunda-feira, 31 de março de 2008

Flor de cardo

Lembra-se que desde pequena gostava das flores de cardo. A mãe, essa, não achava graça nenhuma a esse seu jeito insistente de achar piada a flores com espinhos, no caule e nas folhas, mas ela insistia.

Mais tarde soube-as úteis, para fazer o coalho para o queijo que sempre tanto lhe agradou. Pensou ser mais uma vantagem a juntar a da beleza.

Hoje continua sem entender o que a fascina, será o verde escuro e brilhante?
Será a fragilidade das folhas em haste, de um púrpura quaresmal?
Talvez seja porque a bola de espinhos dá lugar a uma flor singela e muito, muito delicada, que, abrindo-se confiante ao mundo, deixa as pontiagudas defesas caírem. As flores essas, só as vê quem sabe esperar, e quem acredita que de um amontoado de espinhos pode nascer beleza…