terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Cai chuva do céu cinzento

"Cai chuva do céu cinzento
Que não tem razão de ser.
Até o meu pensamento
Tem chuva nele a escorrer."

FPessoa, o GÉNIO

domingo, 13 de janeiro de 2008

Intimidade(s)

Tem sido conversa recorrente entre mim e alguns amigos, de ambos os géneros e quer homo quer heterosexuais, a questão da intimidade entre os membros de um casal, ou entre quem, mesmo que por pouco tempo ambicione tal.
Acontece, que, e na minha opinião, o cerne da questão prende-se com o medo, bicho que alimentamos e acarinhamos diariamente, cada vez maior portanto, que muitos de nós tem em estabelecer relações em que esteja presente a tão supostamente desejada intimidade. Obviamente que se pode entender isto como um paradoxo, uma terrível contradição. Mas afinal queremos ou não um relacionamento?

É um não querer, querendo, como dizem alguns amigos Brasileiros (tenho tantas saudades vossas…).

Intimidade é assustadora porque significa para mim, e para todos com quem falei perda de controlo, e, a falta de segurança é tão grande, que ambos querem controlar. Então assistimos a uma verdadeira epidemia de tentativa/erro em qualquer relacionamento por onde vamos passando, também porque nos relacionamos entre pares, ou seja, sofremos todos do mesmo mal, em que ninguém se dá verdadeiramente a conhecer, porque todos têm MEDO. Pois no fundo, quando nos cheira a coisas aparentemente simples como o partilhar do dia-a-dia, ou de algum sentimento, a resposta é invariavelmente um: “eu nem o/a conheço/a, não vou discutir isso com ele/a, pelo menos por enquanto”… Certo tenho que não se passa nunca do “por enquanto”, mesmo quando se mantêm relações, mais ou menos coloridas, muitas vezes durante anos. Mas essas não contam porque nessas não há intimidade!... Emocional, claro….
Claro que isto me entristece bastante, porque a conversa, vai sempre dar no mesmo, e, ao fim de mais um ano, que hoje para mim acaba, porque amanhã começo outro, o dos 37 anos de vida, continuamos todos acompanhados uns pelos outros, mas sozinhos….

B

A experiência de vida dá-nos uma grande capacidade, a de não contar os anos de vida, mas as vivências, os abraços, os amigos e as estrelas.

Que este teu ano seja de um céu cheio de estrelas e de muita gente para ajudar a contá-las!

PARABÉNS B

sábado, 12 de janeiro de 2008

Das utopias

"Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos, se não fora
A presença distante das estrelas!"

Do mágico Quintana

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

alma cheia


Confesso vir de alma cheia, com tanta graciosidade de movimento!

Acabei de chegar do Camões, onde a CNB apresenta "O Lago dos Cisnes" de Tchaikovsky. Mesmo já habituada à CNB, considero-os quase sempre brilhantes e quando não, muito bons. Hoje estiveram na primeira categoria!
Gosto neste bailado da mistura do real e do fantástico, daquilo que no fundo é feita a vida. Confesso também achar graça ao triunfo do bem sobre o mal, e que o príncipe Siegfried, mesmo depois de traído pelo seu tutor acabe por ficar com Odette. Assim é na vida também, porque como disse uma vez Paulo Coelho, quando queremos muito uma coisa, o universo inteiro conspira para que esta se realize!

Depois de chegar, ainda tive direito aos vossos carinhos…

Eu sou realmente uma pessoa afortunada! Bem hajam!!!!

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Tornemo-nos contagiosos!

"O importante, disse-o um dia a alguém que me pedia conselho, é ser-se o que se é e tornar-se contagioso. A primeira responsabilidade que nos assiste é saber o que se é: continuo convencido de que todos nós nascemos com uma partitura na cabeça. Depois, tantas vezes, ou porque nos faltou mestre de música, ou porque não encontramos piano à mão, vamo-nos entretendo a tocar coisas que não são da nossa partitura. Há então que fazer o esforço, individual ou colectivo, de achar o mestre e o piano que a partitura exige. Conseguido isso, devemos tornar-nos contagiosos."

O GRANDE Prof. Agostinho da Silva

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Lua nova

Gosto de luas novas, são como o ano novo, mas há pelo menos uma por mês, não é fantástico??

Claro que não têm a plenitude e espectacularidade da lua cheia, porque esta é uma lua tímida, escondida, mas é a lua dos projectos, do começar de novo, dos inícios auspiciosos.
A que hoje começou, para que me agrade mais, é uma lua nova em Capricórnio, o meu signo, e de algumas pessoas de quem gosto, os trabalhadores, metódicos, sem pressa, que um dia vai ser nosso, os que conseguem planear e ver a vida além do imediato.

Gosto dos começos em lua nova, são auspiciosos!

Que tenham uma óptima lua nova em capri!

A minha começou bem ;-)