quinta-feira, 19 de junho de 2008

Ser feliz

Eu sei que prometi n passar de hoje sem escrever, mas, parece que ainda n vai ser desta... Compersar-vos-ei entretanto, prometo ;-) Até lá deixo-vos com o sublime FP

"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes mas, não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo, e posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da
própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não".
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo... "".

Fernando Pessoa

terça-feira, 3 de junho de 2008

Tantas saudades tuas

Faz hoje 2 meses que fiquei sem ti e tu sabes, como foram dos meses mais complicados da minha vida. Custou-me muito passá-los, mas custa-me mais sobretudo não te poder ouvir dizer que vai correr tudo bem, ou o teu “tem calma filha, tudo se vai resolver”. Eu sei que isso até é assim, que algumas das coisas até se irão resolver, mas não é o mesmo sem seres tu a dizeres-mo ao ouvido.
Tantas perguntas que ficam sem respostas, tantos conselhos que precisava que me desses…
Resta-me agradecer-te sempre e constantemente o mais sábio ensinamento que me deste, o de conseguir ver nas adversidades um trampolim para o sucesso, e a esperança num futuro melhor, onde tudo se vai resolver…..
Tenho muitas saudades tuas

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Obrigada por tudo Papá



Quando nasci, com apenas 1 Kg. de peso, foste tu quem inventou um funil que permitia que fosse alimentada, e que me permitiu sobreviver, apelidada de "menina milagre", por todo o pessoal hospitalar. Depois veio a escola e a vontade de, para não vos deixar, nem sequer lá ir. Éramos pequenas mas lembro-me dos patos que conseguiste que o externato abrigasse para que a sua visita matinal nos servisse de incentivo à ida à escola. No caminho conversávamos, de mãos dadas…
Depois vieram as romarias diárias, para nos levares ao colégio, mais de 60 Kms/dia, sempre feitos com amor. A estes acrecentavam as idas semanais para as nossas muitas actividades e festas.
Lembro a inveja que os nossos amigos tinham da responsabilidade que nos davas pela nossa própria vida. Achas que deves ir, perguntavas sempre a cada vez que te interrogava sobre esta ou aquela festa, este ou aquele passeio.
Recordo com saudade o único acampamento a que foste, sim porque fazias questão de atender ao nosso, “não, não queremos que vão”… Mas dessa vez adivinhaste-te preciso e lá foste carregar-nos de mantimentos à Serra da Arrábida… Como sabes, os nossos amigos ainda hoje falam disso e se sentem gratos.
Depois vieram os namorados e os desaires amorosos e tu, lá estavas sempre para dar conselhos e ouvir, ouvir muito.
Finalmente a faculdade, teu maior objectivo de vida… Também então tive sempre o teu apoio, manifestado por telefonemas diários de incentivo e saudades.
Casei, porque não te ouvi e talvez por isso me tenha separado, porque não sabia, ou não queria saber o que tu sabias há muito; que não ia dar certo… Eu sei que me querias poupar ao desgosto, mas sabes, há coisas que têm que ser vividas por nós, é isso que faz com que cresçamos….
Depois mergulhámos todos num abismo profundo, mas mantivemo-nos unidos, muito graças a ti, e à educação que nos deste. Tenho muita pena que não saiamos juntos desta, mas também te via muito cansado, e com a sensação de dever cumprido.
Sabes, vou ter muitas saudades tuas, mas vou recordar sempre os momentos, que foram muitos, bons que passámos juntos e o teu “ que te corra tudo bem”, forma com que te despediste da última vez que falámos.
Obrigada por tudo Papá.

segunda-feira, 31 de março de 2008

Flor de cardo

Lembra-se que desde pequena gostava das flores de cardo. A mãe, essa, não achava graça nenhuma a esse seu jeito insistente de achar piada a flores com espinhos, no caule e nas folhas, mas ela insistia.

Mais tarde soube-as úteis, para fazer o coalho para o queijo que sempre tanto lhe agradou. Pensou ser mais uma vantagem a juntar a da beleza.

Hoje continua sem entender o que a fascina, será o verde escuro e brilhante?
Será a fragilidade das folhas em haste, de um púrpura quaresmal?
Talvez seja porque a bola de espinhos dá lugar a uma flor singela e muito, muito delicada, que, abrindo-se confiante ao mundo, deixa as pontiagudas defesas caírem. As flores essas, só as vê quem sabe esperar, e quem acredita que de um amontoado de espinhos pode nascer beleza…

segunda-feira, 24 de março de 2008

G

Era da luz do sol o seu sorriso, antes de adoecer, depois, lentamente mas com a velocidade estonteante que só as doenças sabem ter, foi empalidecendo, ficando ténue e no seu olhar, em vez do espanto habitual, passou a habitar o medo.
Depois vieram todos os exames e químicos do mundo que a tornaram cada vez mais fraca, mas foi uma fase, não breve, porque as fases menos boas nunca o são, mas passageira… E voltou a vontade de viver, uma muito fraca vontade de viver. Confesso que tive medo, porque sem ela, as coisas se tornam sempre muito mais complicadas…

A fase passou, desta feita da forma menos agradável, com outra doença, e cá andamos novamente de casa para o hospital, ainda a meio do processo, mas, desta feita a agarrar a vida com as duas mãos, que juntas com as minhas tornamos em quatro!...

Venceremos mais esta, certamente

quarta-feira, 19 de março de 2008

Paz e Justiça (SÓ!.....)



Palavras para quê, num País que não tem petróleo?....

www.avaaz.org/en/tibet_end_the_violence/97.php/?cl_tf_sign=1

quarta-feira, 12 de março de 2008

O melhor capuccino da cidade



Da casa vê-se todo o céu de Lx, e os céus e miragens de quem entra e sai, de e para outras paragens. Vê-se sempre o sol a nascer, ora com cores alaranjadas, ora com cinzentas neblinas. Dentro dela há calor e o melhor capuccino da cidade, porque do mundo não conheço todos.... Do meu mundo, é seguramente o melhor. É feito sempre com mil cuidados e carinhos, e nele só entram os melhores ingredientes: leite, café do lote escolhido ao ritmo do apetite do dia, muita espuma e polvilhos de canela. Depois, é servido com mimos e muitos bjs e sei dizer que agora, em terras Algarvias, sinto muito a falta do seu calor, que me aquece a alma.

Bjs, mts!...